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“Crise deixa pouco espaço para populismo na Argentina”, diz cientista político

Em relatório, o cientista político argentino Alejandro Catterberg, da consultoria Poliarquía, avalia os impactos políticos e econômicos da eleição do peronista Alberto Fernandéz. Para Catterberg , um dos mais renomados analistas políticos de seu país, Fernandéz terá o desafio de negociar para manter a coesão interna e fazer alianças com setores mais radicais do peronismo.

“Ele vai assumir com uma coalizão instável, uma liderança bifronte e em um contexto econômico desafiador”, destaca.

Além disso, Catterberg observa que Fernandéz não terá maioria no Congresso, por isso será obrigado a negociar para aprovar seus projeto.

O consultor aponta que haverá muitas reivindicações em um primeiro momento, o que é comum do peronismo. Na avaliação dele, resta saber se Fernandéz irá acatar as exigências ou terá uma postura pragmática. O especialista acredita que a situação econômica do país vai pesar na escolha.

“A severa crise que atinge a Argentina deixa poucas margens para ações de caráter populista”, afirma.

Sobre os rumos governo Fernandéz, Alejandro Catterberg indica que as dúvidas começarão ser respondidas com formação dos ministérios e a escolha da equipe que irá integrar o alto escalão. O analista fala também sobre as diferenças entre o novo presidente argentino e sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, que comandou a Casa Rosada entre 2007 e 2015.

“Cristina aposta em uma divisão radical entre ricos e pobres. Já Fernandéz representa um setor mais moderado”, avalia.

Para o especialista, duas situações tendem a inclinar o novo governo para a moderação: a situação frágil da economia e a dependência de fontes de financiamento externo.

“Essa situação obriga o governo a negociar e manter o rigor macroeconômico”, avalia.

Catterberg alerta para caso a gestão de Fernandéz tenha maior influência de Cristina.

“Poderia caminhar para um governo mais autoritário e populista”, completa.

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