Caos aéreo e manifestações são as principais preocupações das autoridades
Nos últimos dias, muito se tem falado sobre a volta de Jair Bolsonaro a Brasília após sua temporada nos Estados Unidos. A chegada do ex-presidente ao Distrito Federal exigirá um forte esquema de segurança, principalmente após os episódios recentes de tumulto e agressividade por parte de seus apoiadores.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, as autoridades locais estão se preparando para garantir a segurança e a tranquilidade após o desembarque no Aeroporto JK, no DF. A Polícia Federal (PF) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) já estão em alerta para possíveis manifestações, e o trânsito na cidade pode ser afetado por conta das medidas de segurança.
O Metrópoles destacou que o caos aéreo é uma das principais preocupações das autoridades. Isso porque a chegada do presidente em um avião de grande porte pode causar problemas na circulação de outros voos no aeroporto de Brasília. Para evitar possíveis transtornos, a PF e o GSI trabalham em conjunto para garantir a segurança e a fluidez do tráfego aéreo.
Além disso, o Planalto também teve sua segurança reforçada um dia antes da volta de Bolsonaro ao Brasil. De acordo com o jornal, o acesso ao Palácio do Planalto ficou restrito apenas aos servidores com crachá e aos convidados previamente autorizados. A medida faz parte do protocolo de segurança adotado pelas autoridades locais em situações como essa.
Entrada triunfal barrada
O ex-presidente planejava uma chegada triunfal em Brasília. A ideia era repetir as cenas da campanha de 2018, em que multidões o aguardavam nos aeroportos e o aclamavam aos gritos de “mito”. Depois de deixar o saguão, o plano era falar aos seus apoiadores montado na caçamba de uma caminhonete.
Bolsonaro crê que o governo do DF adotou as medidas de restrição por pressão de Dino e do PT. A avaliação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSAP-DF), com base no monitoramento das redes sociais, era que entre 5 mil e 10 mil pessoas poderiam comparecer ao aeroporto de Brasília para receber o ex-capitão.
Na mira
Bolsonaro deixou o Brasil no dia 30 de dezembro, para não participar da posse do novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O seu retorno ocorre depois de três meses fora do país. Neste ínterim, acumularam-se denúncias contra o ex-chefe do Executivo.
Além de ser investigado em um dos inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro, ele também está na mira da Polícia Federal (PF) devido ao caso das joias milionárias recebidas de presente do regime da Arábia Saudita. Há ainda as ações que podem deixá-lo inelegível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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