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Caso Flordelis vai para o Conselho de Ética

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (28), acatar os argumentos do corregedor da Casa, o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), e encaminhar ao Conselho de Ética o caso da deputada Flordelis (PSD-RJ).

A parlamentar é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. Ela foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. Flordelis nega todas as acusações.

O relator Bengtson foi questionado se a Casa não estava demorando muito a dar uma resposta sobre o caso. Ele lembrou que apresentou seu relatório à Mesa um mês antes do fim do prazo regimental. “Pelo regimento, eu teria até 23 de novembro. Fiz em 1º de outubro. Temos que entender que os prazos precisam ser cumpridos e a ampla defesa, garantida”, avaliou.

Com as atividades interrompidas desde março, devido a pandemia, o início da análise do processo na Comissão de Ética depende da aprovação do projeto de resolução (PCR 53/20), que deverá ser pautado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) na semana que vem. A proposta inclui a retomada das reuniões de outras três comissões da Câmara, como a de Constituição e Justiça (CCJ). Depois de instalado o Conselho de Ética, será sorteado um relator para o caso. Se Flordelis for cassada, a decisão precisará ser referendada pelo plenário da Câmara.

O Partido Social Democrático (PSD) decidiu tomar medidas cabíveis para suspender a filiação da deputada federal. De acordo com o presidente do partido, Gilberto Kassab, a sigla deve expulsar a deputada.

De acordo com o delegado Allan Duarte, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), no estado do Rio de Janeiro, filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues, foi identificado como executor. O filho adotivo do casal, Lucas César dos Santos, foi apontado como quem comprou a arma utilizada no assassinato. Novas provas e indícios constataram que Flordelis foi a mandante do homicídio. A investigação aponta como motivação principal a disputa de poder financeiro entre o casal.

O advogado Anderson Rollemberg, que defende Flordelis, afirmou não há elementos que sustentem a denúncia. Para ele, as mensagens encontradas no celular da deputada não foram escritas por ela, mas sim por uma das filhas, que tinha acesso ao aparelho.

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