PATROCINADORES

Bloqueios e interdições seguem no Mato Grosso, Rondônia e Paraná

Da redação
21 de novembro de 2022
Manifestações contrárias ao resultado das eleições, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República

Rodovias de Mato Grosso, Rondônia e Paraná ainda têm bloqueios causados por protestos bolsonaristas na tarde desta segunda-feira (21). Mato Grosso lidera o número de interdições: são 11 em rodovias federais do estado, quatro delas com interrupção total do fluxo. Dois caminhões foram incendiados hoje de manhã em meio a atos na BR-163 na altura de Sinop, no interior de Mato Grosso.

Em Rondônia, há oito pontos de bloqueios. Na BR-277, no Paraná, ao meio-dia, havia 13 quilômetros de fila próximo ao Porto de Paranaguá. Os manifestantes bloquearam completamente a pista.

Minas Gerais chegou a ter uma manifestação no início da manhã no km 485 da BR-381, perto de Betim, mas as pistas foram liberadas. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de cada estado.

Os atos de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) voltaram a ganhar força na semana passada. Na noite de sábado (19), havia 29 bloqueios no país – oito deles, totais. Segundo a PRF, foram desfeitas 1.236 interdições desde o fim da disputa eleitoral, quando os manifestantes começaram a protestar contra o resultado das urnas, que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, também há grupos bolsonaristas acampados em frente a quartéis do país.

Veja a última atualização sobre os bloqueios:

Veja a última atualização da Polícia Rodoviária Federal sobre o total de manifestações desfeitas nas rodovias federais do Brasil.

Veja a última atualização sobre os bloqueios nas estradas do Mato Grosso:

Vai ter greve dos caminhoneiros?

A resposta é não. Os protestos em estradas brasileiras começaram a ser realizados após o anúncio o resultado das eleições 2022, promovidas por manifestantes pró-Bolsonaro, incluindo caminhoneiros, que não aceitaram o resultado do pleito. 

Desde a primeira semana de novembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que 1156 manifestações foram desfeitas.

Nas mensagens falsas que circulam nas redes sociais, a palavra “greve” é utilizada para impactar e gerar pânico, uma vez que a população brasileira já passou por uma greve da categoria e sofreu fortes impactos.

A última greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, estava relacionada com o preço do diesel e outras condições que diretamente atrapalhavam todos os trabalhadores da área.

Sobre a informação da suposta greve, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotivos (Abrava), Wallace Landim (conhecido como Chorão), afirmou ao Estadão que a categoria não apoia os bloqueios, que, segundo ele, são planejados por uma pequena parcela de caminhoneiros. “Não é um movimento dos caminhoneiros, é uma ala extremista (…) está sendo cometido um crime”, disse.

O que MONEY REPORT publicou

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve