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AstraZeneca admite erro na dosagem de sua vacina

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, foi alvo de duras críticas esta semana, depois de a empresa reconhecer que houve um erro de dosagem na aplicação de parte dos testes. O vice-presidente, Menelas Pangalos, tentou amenizar a questão. Ele afirmou, nessa quarta-feira (26), que o equívoco foi irrelevante para a conclusão dos estudos, entretanto a comunidade cientifica tece críticas pela ausência de transparência dos testes.

O problema ocorreu após a empresa declarar, na segunda-feira (23), que a vacina havia alcançado até 90% de eficácia na prevenção após os voluntários receberem meia dose e, depois de um mês, uma dose inteira. Contudo, a eficácia caiu para 62% quando duas doses completas foram administradas. Vale destacar que os órgãos reguladores de saúde e pesquisa dos EUA estabeleceram que para uma autorização, mesmo emergencial, um novo imunizante precisa ser no mínimo 50% efetivo. As vacinas concorrentes, da Moderna e da Pfizer, teriam eficácia de 90%.

A vantagem, apesar do relativamente baixo poder de imunização, é que a droga da AstraZeneca pode ser armazenada em um refrigerador padrão, enquanto as demais precisam ser conservadas em temperaturas bem abaixo de zero grau Celsius. Isso pode tornar o produto da AstraZeneca atraente para emprego em países pobres, emergentes ou em áreas isoladas – desde que seja aprovado.

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