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As principais frases de Lula na ONU

Lorena Scavone Giron
23 de setembro de 2025
Presidente brasileiro defende multilateralismo, soberania e condena sanções dos EUA e ataques em Gaza durante abertura da Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta terça-feira (23) a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, com discurso crítico às sanções do governo dos Estados Unidos e à extrema direita internacional, porém sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente norte-americano Donald Trump.

Durante seu pronunciamento, Lula defendeu multilateralismo, soberania e a participação dos países emergentes na tomada de decisões globais, abordando ainda a crise no Oriente Médio e a importância do Sul Global. Apesar dos aplausos, analistas apontam que as propostas do presidente têm pouco impacto no curto prazo, já que a ONU enfrenta limitações estruturais, principalmente na capacidade do Conselho de Segurança de resolver conflitos.

As frases de Lula
  • “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades, cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa”
  • “Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas”
  • “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”
  • “Nada justifica o genocídio em Gaza. Fome é usada como arma de guerra, e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente”
  • “Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram sua fundação estão ameaçados como nunca estiveram. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada”
  • “Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra”
  • “A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. A intolerância em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias”
  • “O que pedimos parece óbvio para os países, das democracias ricas, mas menos poderosas, aos países que tentam fugir do subdesenvolvimento”
  • “Todos sabemos que não haverá solução militar para os conflitos em Gaza e Ucrânia”
  • “Ambos encarnaram como ninguém os maiores valores humanistas” – em referência aos falecidos ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica e Papa Francisco

O presidente abordou ainda a importância do financiamento a países em desenvolvimento, cobrando maior participação dessas nações nas decisões internacionais, incluindo mais cadeiras permanentes no Conselho de Segurança da ONU. Sobre a COP30, a ser realizada em Belém em novembro, Lula classificou o evento como a “COP da verdade” e exigiu compromissos concretos dos países ricos.

Enquanto isso, Donald Trump aproveita a cúpula para fazer propaganda de seu mandato e de suas pautas, mantendo o foco em seu público doméstico. Após o discurso do presidente brasileiro, foi a vez de Trump falar pela primeira vez na assembleia geral desde seu retorno à Casa Branca, embora não haja previsão de encontro bilateral entre os líderes.

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