A discussão sobre cortes, fusões e rearranjos orçamentários estão em banho-maria no governo por causa das eleições municipais. O que significa que, a partir de dezembro, mais tardar início de janeiro, o assunto deve retornar com intensidade. E quem terá que colocar a discussão é o ministro da Economia, Paulo Guedes, que para cumprir as metas fiscais e manter as contas abaixo do teto de gastos, deve insistir junto ao presidente Jair Bolsonaro com sua proposta já rejeitadas.
Entre elas, redução de benefícios como o abono salarial, desindexação de aposentadorias, pensões e benefícios acima de um salário mínimo por dois anos, criação de um novo imposto – a Nova CPMF – e a extinção do desconto do desconto de 20% aos que optam pela declaração simplificada do Imposto Renda.
Nenhuma das opções agrada ao presidente. Bolsonaro e Guedes seguem tentando se equilibrar entre as necessidades políticas e fiscais. Na quarta-feira (7), o presidente disse que não haverá “jeitinho” na ampliação dos programas sociais e que a palavra final em decisões econômicas são dele e do ministro da Economia.
