O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes no setor de combustíveis.
A ação, batizada de Operação Sem Refino, cumpriu mandados de busca e apreensão em seu endereço na Barra da Tijuca e também atingiu o empresário Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos, que teve prisão preventiva decretada e inclusão na lista da Interpol.
Segundo informações do jornal O Globo, a PF investiga um conglomerado econômico acusado de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades das empresas envolvidas.
A operação contou com apoio da Receita Federal e integra as apurações da chamada ADPF das Favelas, que busca mapear conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado.
Castro deixou o governo em março, na véspera da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível, mas planeja disputar uma vaga no Senado neste ano.
Desde sua saída, o comando do estado está nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto.
Já Ricardo Magro, figura conhecida por dívidas bilionárias com União e estados, vive em Miami e nega ser o maior sonegador de impostos do país, apesar de estar frequentemente associado a investigações de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais.
