Até o final do ano, empresa planeja desligar 1.600 pessoas; CEO fala em reestruturação do modelo de anúncios
O portal Yahoo anunciou planos para demitir mais de 1.600 pessoas, o que corresponde a uma parcela superior a 20% de seu quadro de funcionários. As demissões são parte de uma reestruturação global do setor de tecnologia de anúncios da empresa. A informação foi divulgada pelo CEO do Yahoo, Jim Lanzone, em entrevista ao jornal digital Axios, publicada na quinta-feira (9).
De acordo com o executivo, só nesta semana, 1.000 pessoas serão desligadas (12% do total de funcionários da empresa). As demais demissões devem ser feitas até o final deste ano.
A empresa de tecnologia foi adquirida pela Apollo Global Management, em 2021, por US$ 5 bilhões. No processo de aquisição, já havia comunicado a intenção de conduzir demissões.
Na entrevista, Lanzone destacou que os cortes não são motivados por problemas financeiros, mas por mudanças estratégicas na unidade de publicidade do Yahoo para empresas, que informou não ser lucrativa atualmente.
A empresa como um todo, no entanto, é rentável, disse o CEO. A receita anual gira em torno de US$ 8 bilhões (R$ 42,3 bilhões na conversão atual).
Demissões das big techs
O Yahoo junta-se ao Google, Meta, Amazon, Zoom, Ebay, IBM, Spotify e outras gigantes tecnológicas que anunciaram corte de pessoal em 2023. Na quarta-feira (8), a Disney também comunicou que demitirá 7 mil trabalhadores.
Segundo o Axios, muitos anunciantes reduziram seus orçamentos de marketing pela desaceleração da economia e a alta da inflação, o que teria contribuído para reduzir as receitas das big techs e forçar um corte de custos.
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