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Semavy coloca Hypera na briga das canetas de semaglutida

Da redação
24 de junho de 2026
Medicamento será voltado inicialmente ao diabetes tipo 2 e ainda depende de registro sanitário

A Hypera Pharma se prepara para entrar no mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida sintética. A nova caneta injetável da companhia já tem nome comercial: Semavy.

O nome do produto foi publicado nesta quarta-feira (24) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa que antecede o registro sanitário. A documentação já foi protocolada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e segue em análise.

Inicialmente, o Semavy será voltado ao tratamento do diabetes tipo 2. Ainda não há, nesta fase, autorização para indicação de perda de peso. A substância usada no medicamento será importada, mas a farmacêutica não informou o país de origem.

A chegada da Hypera ao segmento ocorre pouco depois da aprovação do Ozivy, da EMS, primeiro produto nacional de semaglutida sintética autorizado pela Anvisa. O medicamento começou a ser distribuído em junho nas principais redes de farmácias das capitais, com previsão de expansão nacional até julho.

A movimentação marca uma nova fase da disputa pelas chamadas canetas de semaglutida no Brasil, após a queda da patente da substância em março. Embora produtos como Semavy e Ozivy não sejam classificados como genéricos, similares ou biossimilares, mas como medicamentos novos, o aumento da concorrência pode pressionar preços no médio prazo.

A semaglutida faz parte da classe dos agonistas de GLP-1, medicamentos que atuam no controle da glicose e nos mecanismos de saciedade. O mercado ganhou força com marcas como Ozempic, da Novo Nordisk, e Mounjaro, da Eli Lilly, em meio à alta demanda por tratamentos para diabetes e controle de peso.

No Brasil, esse segmento movimenta pelo menos R$ 5 bilhões por ano, sem considerar produtos de farmácias de manipulação ou itens irregulares que entram no país sem registro sanitário.

O avanço de novos concorrentes também é acompanhado pelo governo federal, que monitora a possibilidade de incorporação de medicamentos da categoria ao Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer entrada na rede pública, porém, depende de análise da Conitec sobre eficácia, vantagem terapêutica e impacto orçamentário.

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