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O novo rádio não cabe mais no dial

Da redação
24 de junho de 2026
Com YouTube, redes sociais, podcasts e eventos, emissoras transformam audiência em comunidade e disputam espaço na economia da atenção

O rádio já não vive apenas da voz que sai das caixas de som, do aplicativo ou do carro. Em um mercado dominado por vídeos curtos, lives, podcasts, cortes e algoritmos, as emissoras passaram a enfrentar um novo desafio: continuar relevantes em um ambiente no qual o público quer ouvir, assistir, comentar, compartilhar e se sentir próximo.

Essa mudança tem transformado a lógica de produção. Programas que antes terminavam ao fim da transmissão agora viram vídeos no YouTube, cortes nas redes sociais, podcasts sob demanda, bastidores para o Instagram e até eventos presenciais. O rádio deixa de ser apenas um canal ao vivo e passa a operar como um ecossistema de conteúdo.

É nesse movimento que a FM O Dia vem se posicionando. Sob a liderança de Tuka Carvalho, a emissora ampliou sua atuação para além do dial, integrando rádio, YouTube, plataformas digitais, redes sociais, streaming, eventos e produção audiovisual.

“Durante muito tempo, o rádio foi tratado apenas como transmissão. Mas o público mudou completamente a forma de consumir conteúdo. Hoje, a audiência quer assistir, comentar, compartilhar, rever depois, acompanhar bastidor e sentir proximidade. O rádio precisou entender que não bastava mais estar ao vivo. Era necessário criar essa experiência”, afirma Tuka Carvalho.

O rádio que também quer ser visto

Na prática, o conteúdo passou a nascer pensado para circular em diferentes formatos. O estúdio também funciona como cenário, entrevistas se transformam em vídeos, conversas rendem cortes e comunicadores ampliam sua presença para além do microfone.

Na FM O Dia, essa lógica aparece em projetos como o Bulldog Show, podcast semanal que recebe nomes da música e do entretenimento, e o Mundo Fã, voltado à aproximação entre artistas e público por meio de conversas sobre carreira, bastidores e histórias pessoais.

A grade também reúne formatos que nascem no rádio e se desdobram no audiovisual, como A Casa Caiu, O Que Tá Rolando e Farofa do Gago. Os programas vão ao ar na emissora e ganham novos recortes no canal FM O Dia TV, no YouTube, ampliando o alcance das conversas para além da transmissão original.

Outro braço dessa estratégia é a Pagodeira, canal voltado a lançamentos, coberturas e bastidores do pagode. A emissora também desenvolve projetos próprios, como o Pagode Pra Sempre, com conteúdos pensados para YouTube, plataformas digitais e eventos.

Atenção, presença e comunidade

Para Tuka, o rádio contemporâneo deixou de competir apenas com outras emissoras. Agora, disputa atenção com influenciadores, podcasts, streamings, vídeos curtos e qualquer conteúdo capaz de prender o público no feed.

“Hoje, qualquer marca de comunicação precisa pensar em conteúdo, distribuição e presença ao mesmo tempo. Não adianta criar algo bom se você não entende como aquilo circula, como conversa com a audiência e como ocupa diferentes plataformas”, explica.

Apesar da multiplicação de formatos, o rádio preserva uma vantagem histórica: a proximidade com o público. A diferença é que, agora, essa conexão pode ser ampliada por vídeos, comentários, cortes, bastidores e encontros presenciais.

“O rádio sempre teve proximidade, verdade e senso de comunidade. A tecnologia não substitui isso, ela amplia. Quando você junta emoção com distribuição inteligente, o alcance se torna muito maior”, diz Tuka.

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