Banco digital alcançou 135 milhões de clientes e segue investindo em inteligência artificial para aumentar produtividade
O Nubank encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de US$ 871 milhões, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo do consenso das estimativas da Bloomberg, que projetava cerca de US$ 936 milhões. O resultado reflete a estratégia agressiva da fintech em expandir sua carteira de crédito, que cresceu 40% em 12 meses e atingiu US$ 37,2 bilhões.
A expansão exigiu provisões maiores, que avançaram 33% em relação ao quarto trimestre, somando US$ 1,79 bilhão, bem acima do consenso de mercado. Ao Brazil Journal, o CFO, Guilherme Lago, destacou que o aumento não decorre de deterioração da carteira, mas sim da aceleração no crédito e do ganho de participação de mercado, especialmente em cartões e empréstimos pessoais no Brasil e no México.
A inadimplência de curto prazo subiu para 5%, influenciada pela sazonalidade e pelo maior peso de produtos de risco, mas o índice acima de 90 dias se manteve estável em 6,5%. Lago reforçou que o Nubank está preparado para reagir rapidamente a mudanças macroeconômicas, já que seus principais produtos têm prazos curtos e modelos de crédito ajustados com inteligência artificial.
Apesar da pressão sobre o lucro, o banco registrou melhora significativa em eficiência, com índice caindo para 17,6%, o melhor da América Latina. A operação mexicana atingiu breakeven pela primeira vez, com 15 milhões de clientes, consolidando o Nubank como o terceiro maior banco do país. No total, a fintech alcançou 135 milhões de clientes e segue investindo em inteligência artificial para aumentar produtividade e ampliar limites de crédito.
