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Huawei amplia liderança na China enquanto Nvidia perde espaço no mercado de chips de IA

Da redação
29 de junho de 2026
Restrições dos EUA e incentivo à tecnologia nacional aceleram avanço da fabricante chinesa, segundo projeção da Bernstein

A Huawei deve ampliar sua liderança no mercado chinês de chips para inteligência artificial em 2026, enquanto a Nvidia tende a perder participação no país. A avaliação é da consultoria Bernstein, que estima que a empresa chinesa alcance cerca de 50% do mercado neste ano, ante aproximadamente 40% registrados em 2025. Já a Nvidia deve recuar de cerca de 40% para apenas 8%.

A mudança ocorre em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. As restrições impostas por Washington à exportação de chips avançados limitaram a atuação da Nvidia no mercado chinês e abriram espaço para fabricantes locais.

Segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, antes das restrições a empresa detinha cerca de 95% do mercado chinês de chips avançados para inteligência artificial.

“Estivemos na China por 30 anos e, antes dos controles de exportação, tínhamos cerca de 95% de participação de mercado”, afirmou o executivo.

Ao mesmo tempo, o governo chinês passou a incentivar o uso de semicondutores desenvolvidos por empresas nacionais, com destaque para a Huawei. A companhia vem expandindo sua linha Ascend, considerada competitiva para aplicações de inteligência artificial e utilizada por empresas chinesas que buscam reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Apesar de continuar líder global em chips para IA ao lado da AMD, a Nvidia enfrenta dificuldades para manter sua presença na China. A empresa afirma que ainda não obteve autorização para comercializar seus chips H200 no país.

Na assembleia de acionistas realizada recentemente, Huang afirmou que a companhia ainda não gerou receita com esse produto na China.

“Não geramos nenhuma receita e ainda não sabemos se alguma importação será permitida”, disse.

O avanço da Huawei ocorre em um momento de forte expansão da inteligência artificial no mercado chinês, impulsionada por empresas como a DeepSeek e por políticas de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia doméstica.

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