Com integração da Versace e avanço de 33% nas Américas, grupo italiano mantém crescimento apesar da desaceleração do mercado de luxo
O Grupo Prada encerrou os primeiros nove meses de 2026 com receita líquida de € 4,54 bilhões, crescimento de 15% a taxas de câmbio constantes em relação ao mesmo período do ano anterior. Na base reportada, o avanço foi de 12%, enquanto o crescimento orgânico, que exclui os efeitos cambiais e a contribuição da Versace, ficou em 4%. As informações são do FashionNetwork.
A Versace, recentemente incorporada ao conglomerado italiano, contribuiu com € 441 milhões para o faturamento do período. A marca passa por uma reestruturação estratégica, com uma nova fase criativa prevista para 2027.
No varejo, as vendas do grupo alcançaram € 3,93 bilhões, alta de 11% a câmbio constante. Entre as marcas, a Prada registrou crescimento de 2% nos nove meses, enquanto a Miu Miu avançou 1%, após uma expansão expressiva de 41% no mesmo período de 2025.
O desempenho mais forte veio das Américas, onde as vendas cresceram 33%, chegando a € 851 milhões. Na Ásia-Pacífico, o avanço foi de 12%, para € 1,34 bilhão, enquanto a Europa apresentou alta de 5%. Em contrapartida, o Oriente Médio registrou queda de 23%.
“A situação continua complexa e volátil e exige concentração, agilidade e execução rigorosa”, afirmou Patrizio Bertelli, presidente e diretor executivo do Grupo Prada.
Apesar das incertezas no setor de luxo, a companhia mantém investimentos em infraestrutura e produção. Entre as iniciativas recentes está a inauguração de uma fábrica de artigos de couro na Toscana, na Itália, reforçando a estratégia de crescimento de longo prazo do conglomerado.
Para Andrea Guerra, CEO do grupo, a prioridade é preservar a relevância e a identidade das marcas, enquanto a companhia adapta suas operações às mudanças no comportamento dos consumidores e às condições do mercado internacional.
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