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Sylvia Coutinho: “IA é a primeira tecnologia em que os mais experientes têm um trunfo”

Lucas Andrade
31 de outubro de 2026

A inteligência artificial está acelerando mudanças profundas no ambiente corporativo e exigindo das lideranças uma capacidade permanente de adaptação. Essa foi uma das mensagens de Sylvia Coutinho, conselheira de empresas e ex-CEO do UBS no Brasil, durante entrevista concedida no evento Encontro de Gerações, promovido por MONEY REPORT.

Com uma trajetória de destaque no mercado financeiro, Sylvia comandou o UBS no Brasil e na América Latina por mais de uma década e hoje atua em conselhos de grandes organizações internacionais. Segundo ela, a experiência acumulada na cadeira de CEO contribui para uma atuação mais efetiva nos conselhos de administração, especialmente na compreensão dos desafios enfrentados pelos executivos responsáveis pela operação dos negócios.

Ao comentar a transição da gestão executiva para a governança corporativa, Sylvia destacou que o papel do conselheiro exige uma visão mais ampla e estratégica. Enquanto o CEO está diretamente envolvido na execução e no dia a dia da companhia, o conselho atua como espaço de aconselhamento, acompanhamento e direcionamento dos rumos da organização.

A executiva afirmou que a inteligência artificial se tornou um dos principais temas das discussões corporativas atuais. Entusiasta de tecnologia, ela acompanha de perto a evolução da IA por meio de programas de formação e imersões internacionais, além de atuar como conselheira de uma empresa do setor no Brasil. Para Sylvia, a velocidade das transformações exige aprendizado contínuo e atualização constante por parte das lideranças.

Ela ressaltou que a aplicação da inteligência artificial já avança em diferentes áreas das empresas e tem potencial para impactar profundamente a forma como as organizações operam, tomam decisões e desenvolvem novos produtos e serviços. Na sua avaliação, acompanhar esse movimento de perto tornou-se uma necessidade para executivos e conselheiros.

Durante a conversa, Sylvia também refletiu sobre a convivência entre diferentes gerações no mercado de trabalho, tema central do Encontro de Gerações. Para ela, a inteligência artificial tem promovido um novo tipo de empoderamento profissional, ampliando oportunidades tanto para profissionais mais jovens quanto para aqueles com mais experiência.

Segundo a conselheira, a experiência profissional ganha ainda mais relevância em um cenário marcado por tecnologias disruptivas. Capacidade analítica, repertório amplo e visão de negócios são competências que ajudam os profissionais a extrair mais valor das ferramentas de inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, Sylvia alertou para os desafios relacionados à formação das novas gerações. Na sua visão, os processos de aprendizado e desenvolvimento profissional tendem a ser diferentes em um ambiente fortemente influenciado pela IA, exigindo das empresas novas formas de preparar talentos para posições de liderança no futuro.

Para a executiva, o momento atual reforça a importância da troca entre gerações, combinando a experiência acumulada por profissionais seniores com a capacidade de adaptação e inovação dos mais jovens em um mercado em rápida transformação.

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