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Gasto com aviação executiva foi o maior da década

De acordo com relatório do Financial Times, o primeiro lugar nos EUA ficou com a Meta, de Mark Zuckerberg

As despesas das empresas norte-americanas com jatos corporativos para uso pessoal de executivos-chefes, presidentes e conselheiros atingiram o nível mais elevado em uma década em 2021, depois que muitas empresas relaxaram as restrições ao seu emprego por causa da pandemia. Quem mais gastou voando foi o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, mostrou um relatório do Financial Times (FT).

O levantamento se baseou em dados da consultoria de investimentos ISS Corporate Solutions, que analisou empresas do índice S&P 500. No total, foram despendidos US$ 34 milhões em deslocamentos, com gasto médio de cerca de US$ 170 mil – mais de um terço acima de 2020, quando as viagens ficaram paraticamente paralisadas.

Reclamações e segurança

A notícia chega em um momento em que as empresas enfrentam críticas por causa da crescente disparidade entre os pacotes de remuneração dos CEOs e os dos funcionários médios. No início deste mês, um relatório do Institute for Policy Studies descobriu que os principais executivos de 300 das empresas com salários mais baixos dos Estados Unidos ganhavam cerca de 670 vezes mais do que a média dos subordinados.

Várias empresas atribuíram o aumento do uso às preocupações com o covid-19. A Discover Financial e a Lockheed Martin disseram que ao FT que permitiram que os executivos custeassem viagens com mais liberdade desde o início da pandemia. As preocupações com o novo coronavírus podem não ser o única justificativa. Para muitas empresas, os jatinhos representam uma medida essencial de segurança para executivos de elevado nível.

“Manter Mark requer recursos abrangentes e sofisticados”, afirmou um porta-voz da Meta ao site Insider. “Dado o importante papel que ele desempenha e as ameaças à sua segurança decorrentes de sua função, Mark é obrigado a usar uma aeronave particular em viagens de negócios e pessoais”. Os custos de segurança do CEO dispararam após a pandemia. No entanto, os gastos com outros executivos foram irrisórios na comparação.

Meta em primeiro

A Meta foi uma das três únicas empresas a gastar mais de US$ 1 milhão em voos privados para seus executivos no ano passado. As outras foram a Tyson Foods e a Lockheed Martin. A Meta gastou cerca de US$ 1,6 milhão em aeronaves particulares para Zuckerberg – parte de um recorde de US$ 26,8 milhões que foi gasto em segurança para o bilionário e CEO.

A despesa foi revelada em um documento regulatório no início deste ano. No documento da Securities and Exchange Commission (SEC), a Meta informou que as funções de Zuckerberg pode comprometer sua segurança. “Ele é sinônimo de Meta e, como resultado, o sentimento negativo em relação à nossa empresa está diretamente associado e muitas vezes transferido para o Sr. Zuckerberg”, dizia o documento.

Em 2021, o Google alocou cerca de US$ 4,3 milhões em segurança para o CEO Sundar Pichai, enquanto a Amazon gastou cerca de US$ 1,6 milhão com o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e pouco menos de US$ 600 mil com seu novo CEO, Andy Jassy. Nenhuma das empresas foi incluída na lista da ISS Corporate Solutions das 15 empresas que mais gastaram em jatos particulares em 2021.

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