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Dívida bilionária da Evergrande afeta mercados globais

A crescente preocupação com o endividamento de US$ 300 bilhões e a falta de liquidez da companhia imobiliária chinesa Evergrande pressiona as principais bolsas de valores do mundo, indicando um dia de cautela. A Evergrande é uma das maiores incorporadoras da China e faz parte do Global 500 — uma das maiores empresas do mundo em receita. Há uma semana ocorreram protestos de credores e clientes na sede da empresa, em Shenzhen, metrópole no sul do país.

A próxima quinta-feira (23) será um dia decisivo, quando vencerão US$ 83 milhões em juros sobre bônus emitidos. Neste fim de semana, circulou a notícia de que a Evergrande passou a pagar seus credores com imóveis. Seria uma maneira de atenuar o impacto de um atraso nos pagamentos. Listada em Hong Kong, a empresa emprega cerca de 200 mil pessoas e, por ano, sustenta indiretamente mais de 3,8 milhões de empregos.

Os analistas esperam que o governo chinês intervenha. Há receio que um calote afete a confiança nos grandes conglomerados chineses.

O que está em jogo

  • Nos últimos anos, as dívidas da Evergrande aumentaram à medida que foram realizados empréstimos. O grupo ganhou a a fama de ser a incorporadora mais endividada da China (mais de US$ 300 bilhões);
  • Nas últimas semanas, a empresa alertou os investidores sobre problemas de fluxo de caixa, dizendo que poderia entrar em default se não conseguir levantar dinheiro rapidamente. Esse alerta foi ressaltado na terça-feira (14), quando a Evergrande revelou em um documento que estava com problemas para encontrar compradores para alguns de seus ativos;
  • A raiz do problema da Evergrande repousa em dois fatores: elevado alavancamento diante da demanda declinante por imóveis residenciais na China;
  • Em nota na quarta-feira (15), Mark Williams, economista-chefe da Capital Economics para a Ásia, disse que o colapso de Evergrande “seria o maior teste que o sistema financeiro da China enfrentou nos últimos anos”.
  • O colapso da Evergrande é um alerta uma onda de inadimplências de incorporadoras imobiliárias chinesas;
  • A crise pode causa aversão ao risco em outros setores da economia chinesa, criando um efeito sistêmico que atingiria também operações de refinanciamento no exterior.

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