Por conta das falsificações frequentes, confesso que me afastei dessa marca, uma das mais conhecidas no mundo inteiro. Mas tenho uma lembrança carinhosa: o primeiro charuto que fumei, na casa que abrigou o primeiro Leopolldo (bar inesquecível de Giancarlo Bolla, Chico Lima, Fernando Dhelomme Jorge Elias), foi um Montecristo.
Este Línea 1935 Leyenda, faz parte da linha premium da marca cubana, com uma bitola que lembra um double robusto. Vale a pena falar do visual deste puro: além do anel tradicional, o charuto ganhou uma faixa com o nome da linha e um anel no pé, com a flor-de-lis que identifica a Montecristo desde a fundação (o pé coberto é uma marca registrada dessa linha).
A fumada leva pouco menos de uma hora e meia e o fluxo é muito bom. Fortaleza de média para forte, bom grau de oleosidade e tem uma combinação de cacau e madeira no paladar. Os três terços não são muito distintos, mas a experiência é bem prazerosa.
Na minha escala (não gostei, gostei e adorei”, fica entre o “gostei” e o “adorei”. Mas para o “adorei” do que para o “gostei”.
