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UE planeja pacote econômico coordenado em duas semanas

Os ministros das áreas econômicas dos países da União Europeia (EU) devem apresentar em duas semanas sugestões formais para a elaboração de uma resposta coordenada para o enfrentamento dos impactos da pandemia de coronavírus. O prazo foi definido em uma cúpula por videoconferência na quinta-feira (26). A reunião durou seis horas e não foi tranquila. Os documentos devem levar em conta “”a natureza sem precedentes do impacto da covid-19″, informou uma nota conjunta.

Os líderes dos países e os integrantes do Eurogrupo, formado pelos ministros das finanças da Zona do Euro, enfrentam um impasse desde o início da semana, o que dificulta a criação de uma solução conjunta. Em uma reunião na terça-feira (24), os países do sul da Europa, incluindo Itália, França e Espanha, querem tornar os títulos da dívida pública mútuos, enquanto os do norte, como Alemanha e Holanda, são contrários.

A chanceler alemã, Angela Merkel, não aceitou o que está sendo chamado de “coronabônus”. Merkel defende a aplicação das medidas protetivas já existentes, como o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), um fundo de resgate que, de acordo com ela, “oferece muitas possibilidades”. País mais afetado da Europa pela pandemia e também abatido pela crise econômica de 2008, a Itália se mostrou contra a imposição das condições para a aplicação do MEDE e até ameaçou não apoiar a declaração conjunta final, por considerar as ações da UE insuficientes.

A comissão prevê que a economia da UE e da Zona do Euro, onde milhões de pessoas estão em confinamento, entre em inevitável em recessão em 2020. Charles Michel (foto), presidente do Conselho Europeu, afirmou que as discussões do Eurogrupo devem “permitir enfrentar essa crise e os seus impactos à estabilidade “. Chefe de governo espanhol, Pedro Sánchéz afirmou que os erros de 2008 não podem ser repetidos: “O que gerou descontentamento, divisão em relação ao projeto europeu e o aumento do populismo”. De acordo com a Agência France Presse, a Europa soma 16 mil mortos e cerca de 275 mil casos confirmados de covid-19.

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