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Líderes dos maiores bancos dizem que Brasil está preparado para enfrentar a crise

Uma iniciativa inédita reuniu, em live organizada pelo Credit Suisse, os presidentes dos três maiores bancos privados do país: Candido Bracher, do Itaú Unibanco, Octavio de Lazari Júnior, do Bradesco, e Sérgio Rial, do Santander. No evento, mediado por Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central no governo Temer e atual presidente do Conselho do Credit Suisse, os executivos discutiram os impactos da crise do coronavírus na economia e os desafios que a pandemia impôs ao setor financeiro. A boa notícia: embora o cenário obviamente preocupe, o Brasil nunca esteve tão preparado para enfrentar uma crise desta dimensão.

Para Candido Bracher, CEO do Itaú Unibanco, dois aspectos da macroeconomia tornam o Brasil mais resiliente. “Até pouco tempo atrás, o país tinha uma dívida externa enorme”, disse Bracher. “Agora é diferente: estamos mais sólidos para enfrentar crises de grandes proporções.” O segundo aspecto, segundo Bracher, está relacionado à taxa de juros. “Se tivéssemos juros com 14% ao ano e as empresas passando três ou quatro meses com queda de 50% nas vendas, seria destruidor para economia como um todo. Haveria uma quebradeira generalizada.” Não custa lembrar: a taxa Selic atual é de 3,75% ao ano. 

Segundo Octavio de Lazari Júnior, presidente do Bradesco, o fato de a economia brasileira ser bastante diversificada é outro ponto que torna o país mais resistente a tempestades. “Temos empresas fortes e com elevados níveis de excelência em inúmeros setores”, afirmou Lazari. “Isso vai nos ajudar a recompor as perdas que a crise irá gerar.” O executivo também destacou o novo papel dos bancos. “Nas crises do passado, especialmente em 2008, os bancos eram parte do problema. Agora somos a solução.” Lazari lembra que os bancos prorrogaram contratos e serão responsáveis por reativar a economia com a irrigação de recursos no mercado. 

Presidente do Santander, Sérgio Rial chamou a atenção para a questão tecnológica. “A crise do coronavírus veio em um momento de grande transformação digital”, disse. “Se fosse uma década atrás, não estaríamos preparados para reagir prontamente e colocar no mercado os recursos digitais que oferecemos hoje em dia. A tecnologia permitiu que as instituições financeiras se adaptassem à nova realidade numa velocidade inimaginável. Isso certamente ficará como legado.”

O mediador Ilan Goldfajn fechou o encontro virtual ressaltando o ineditismo da reunião e destacando que, com as crises, as empresas descobriram a força da solidariedade: “Entramos na crise juntos e vamos sair juntos dela”. 

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