Abelardo de la Espriella terá o desafio de construir governabilidade e credibilidade em um cenário de pressões fiscais e sociais
Abelardo de la Espriella, recém-eleito presidente da Colômbia, chega ao poder com uma agenda fortemente pró-mercado. Conforme relatório do BTG Pactual, o plano econômico prevê reduzir o tamanho do Estado em até um quarto, alcançar superávit fiscal primário por meio de um ajuste estimado em COP70 trilhões (cerca de US$ 20 bilhões) e fortalecer a regra fiscal.
A proposta também inclui simplificação tributária, corte de custos de energia e um amplo programa de desregulamentação baseado na regra “one in, two out”, que exige eliminar duas normas para cada nova criada.
Outro ponto central é a modernização da agência tributária com uso de inteligência artificial para reduzir a evasão, além de melhor direcionamento de subsídios e venda de ativos improdutivos. O governo também pretende gerir a dívida pública de forma mais ativa e defender a estatal Ecopetrol como ativo estratégico.
Na área de energia, Abelardo de la Espriella quer retomar a exploração de petróleo e gás, acelerar projetos de infraestrutura de gás e offshore, avaliar recursos não convencionais e elevar a produção nacional para 1,3 milhão de barris equivalentes por dia, frente aos atuais 730 mil.
O BTG Pactual avalia que a plataforma é favorável ao mercado e voltada para investimentos, mas ressalta que sua implementação dependerá da capacidade de o novo presidente construir apoio no Congresso e dar credibilidade ao ajuste fiscal.
