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Nos pés dos jogadores, chuteira rosa puxa vendas na Netshoes

Da redação
17 de junho de 2026
Modelos na cor cresceram 15% em quatro dias no e-commerce, impulsionados pela presença nos gramados e pela aproximação entre futebol, moda esportiva e streetstyle

As chuteiras cor-de-rosa deixaram de ser apenas um detalhe no gramado e passaram a movimentar também o varejo esportivo. Desde o início dos jogos entre seleções, em 11 de junho, o calçado ganhou destaque nos pés de jogadores, repercutiu nas redes sociais e chegou ao consumidor brasileiro.

Na Netshoes, maior e-commerce de lifestyle esportivo do país, as vendas de chuteiras cor-de-rosa cresceram 15% em apenas quatro dias. Segundo a empresa, os modelos mais vendidos são de marcas como Adidas, New Balance, Nike e Puma.

A tendência foi impulsionada pela forte presença da cor nos jogos. O tom chamou atenção pelo contraste com o gramado e pelo uso por atletas de diferentes seleções, incluindo jogadores do Brasil. Para a Netshoes, o movimento mostra como o futebol segue influenciando o consumo para além das quatro linhas.

“É uma cor que está em alta, é tendência no design e as marcas estão se aproveitando disso nos produtos para comercializar. Com certeza, o Brasil ter entrado em campo vestindo as chuteiras nesse tom despertou ainda mais interesse nos torcedores”, afirma Thiago Bessa, gerente comercial de futebol da Netshoes.

Segundo o executivo, a escolha das marcas também tem uma lógica visual e comercial. “Foi uma estratégia acertada das marcas, que perceberam que o contraste com o gramado verde chama a atenção e gera desejo por parte do público”, diz.

O avanço das chuteiras cor-de-rosa também acompanha a aproximação entre moda esportiva e moda urbana. O chamado sportstyle, cada vez mais presente no vestuário casual, ajuda a transformar itens antes restritos à prática esportiva em produtos de desejo para públicos mais amplos.

“Vivemos um momento em que o sportstyle e o streetstyle estão muito próximos, o que faz a tendência alcançar outros públicos além dos apaixonados por futebol”, afirma Bessa.

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