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No Brasil, aumento da escolaridade não melhorou a produtividade

Estudo da consultoria McKinsey em parceria com integrantes do Brazil at Silicon Valley, evento promovido por estudantes brasileiros nos Estados Unidos, aponta que o Brasil tem condições de crescer de maneira consistente nos próximos anos, mas precisa aumentar sua produtividade para impulsionar a economia. O estudo destaca que o avanço do PIB em 2017 e 2018 após a pior recessão da história, o aumento da confiança dos agentes econômicos, a queda da inflação e da taxa de juros, a valorização da bolsa de valores e o recuo do risco Brasil são fatores que criam um ambiente favorável ao desenvolvimento.

Por outro lado, a consultoria mostra que a produtividade no país avançou apenas 1,3% entre 1990 e 2018, muito abaixo de outras nações em desenvolvimento, como Chile (3%), Índia (5%) e China (8,8%). Além disso, o Brasil está passando por uma mudança demográfica, com a população envelhecendo cada vez mais. A força de trabalho, que cresceu em média 2,1% ao ano entre 2003 e 2018, deve aumentar apenas 0,8% ao ano até 2033. Essa transição vai obrigar o país a melhorar sua produtividade, pois o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) não virá da expansão da mão de obra disponível.

Um dos pontos mais importantes nessa agenda é a educação, fundamental para produzir inovação e qualificar o trabalhador. No entanto, os números mostram que o Brasil será obrigado a mudar completamente a sua política educacional para atingir esse objetivo. Segundo dados do Banco Mundial, o PIB per capita brasileiro permaneceu estagnado entre 1980 e 2010, apesar de o tempo médio de estudo da população adulta ter saltado de três para quase nove anos no período.

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