Ministro da Fazenda afirma que despesas obrigatórias limitam espaço no Orçamento e que equilíbrio das contas públicas não depende apenas do Executivo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (22) que o equilíbrio das contas públicas vai além da atuação do Executivo e deve ser compartilhado também por Congresso e Judiciário. Durante o Macro Day 2025, evento promovido pelo BTG Pactual em São Paulo, ele destacou que o aumento das emendas parlamentares e o crescimento acelerado dos precatórios têm pressionado o Orçamento da União.
“Não estou fazendo juízo de valor aqui, mas temos R$ 50 bilhões de emenda parlamentar. Os precatórios, decisão judicial, não têm a ver com decisão tomada por este governo. Os precatórios praticamente dobraram de tamanho”, disse Haddad.
O ministro também afirmou que sua equipe mantém diálogo com o Judiciário para discutir os efeitos de decisões que ampliam gastos. Ele lembrou que o Orçamento de 2026 já incorpora despesas adicionais, como mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e no Fundeb, que não existiam em 2011.
“Quase R$ 80 bilhões do orçamento do ano que vem é de mudança de critério do BPC e do Fundeb. R$ 170 bilhões do orçamento do ano que vem não existiam em 2011”, ressaltou.
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