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Milhares de manifestantes protestam contra anistia e PEC da Blindagem

Da redação
21 de setembro de 2025
Diversos artistas também participaram dos atos em todo País

Diversos manifestantes foram às ruas neste domingo (21) protestar contra a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem pela Câmara dos Deputados e o projeto de anistia, que teve sua urgência aprovada na última semana. Os atos aconteceram em 18 capitais e também em cidades do exterior, como Londres e Berlim.

Uma das maiores concentrações aconteceu na Avenida Paulista. Segundo o “Monitor do debate político”, da USP, com medição foi realizada às 16h, o pico da manifestação, reuniu 42.379 mil pessoas. A margem de erro é de 4.800 pessoas, para mais ou para menos.  A presença é levemente superior ao ato realizado pelos bolsonaristas no dia 7 de setembro e que reuniu 42,2 mil pessoas. Não há estimativa de público nas demais cidades, mas todas registraram um grande público.

Um dos políticos que marcaram presença e discursaram no ato foi o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) que afirmou que as manifestações marcam a “retomada do protagonismo da esquerda nas ruas” e pediu que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) paute a cassação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, e paute projeto de interesse da população, como a isenção do imposto de renda.

Diversos artistas também marcaram presença nos atos, como Daniela Mercury e Wagner Moura, em Salvador, e Marina Lina, em São Paulo. No Rio de Janeiro, diversos cantores promoveram um ato musical, com apresentações de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan e Paulinho da Viola. Uma das músicas cantadas foi “Cálice”, composta durante a ditadura militar.

A PEC da Blindagem segue para o Senado Federal, onde será apreciada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde encontra resistência. O texto busca proteger parlamentares da abertura de processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF).

Já o projeto de anistia, que teve a urgência aprovada, visa perdoar os condenados pelo ato golpista de 8 de janeiro e os responsáveis pela tentativa de golpe de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP), que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF.

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