BC manteve a previsão para o IPCA em 5,33% em 2026, elevou a estimativa para a Selic e revisou para cima a projeção de crescimento da economia, enquanto a expectativa para o dólar permaneceu estável
O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação oficial do país em 5,33% ao fim de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). A estimativa interrompe uma sequência de 15 semanas consecutivas de alta, mas segue acima do teto da meta de inflação, de 4,5%, indicando que os analistas ainda enxergam um cenário de pressão sobre os preços.
Para a taxa básica de juros, a expectativa passou a indicar uma Selic de 14% ao final deste ano, refletindo a percepção de que o Banco Central deverá manter uma política monetária restritiva por mais tempo para conter a inflação. Para 2027, a projeção também ficou mais elevada, alcançando 12% ao ano, reforçando um cenário de redução mais lenta dos juros.
Em relação à atividade econômica, os economistas revisaram para cima a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção passou de 1,98% para 1,99% em 2026, sinalizando uma melhora, ainda que modesta, na percepção sobre o desempenho da economia brasileira ao longo do ano.
No mercado de câmbio, a estimativa para o dólar foi mantida em R$ 5,20 no encerramento de 2026. Para os anos seguintes, contudo, houve ajustes nas projeções, refletindo uma visão menos otimista para o cenário de médio prazo. As revisões também indicaram leve alta nas expectativas para a inflação de 2027, enquanto as projeções para os demais indicadores permaneceram praticamente estáveis.
