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Encurralados, argentinos tentam fugir de um novo “corralito”

Com a tensão política e a crise econômica argentina, os poupadores temem passar novamente pelo “corralito”, o confisco de depósitos bancários feito na crise de 2001. O anúncio do presidente da Argentina,Maurício Macri, no domingo (08), sobre novas restrições de acesso ao câmbio, deixou o país num clima de tensão.

Na segunda-feira (09) pela manhã, a população fez longas filas no Banco de La Nación para retirar os recursos das suas poupanças. Sem alternativas para investir o dinheiro e com medo da desvalorização do peso, muitos decidiram guardar os dólares em cofres dentro das próprias residências.

A medida estabelecida por Macri quer evitar o esvaziamento das reservas internacionais e impedir a desvalorização do peso argentino. Por este motivo, algumas regras foram impostas a população: os argentinos precisarão de autorização do Banco Central para comprar até US$ 10 mil ao mês; as empresas devem solicitar autorização para enviar seus lucros ao exterior; e os exportadores devem repatriar os recursos obtidos no exterior segundo ordem do Banco Central.

Até o momento, já foram retirados, segundo estimativas do mercado financeiro, US$ 9 bilhões de dólares em moeda estrangeira das poupanças, 27% do total das reservas,equivalente a US$ 32,5 bilhões.

Por que é importante

A crise política e econômica pode colocar a Argentina em colapso e seus impactos podem ser sentidos em outros países, especialmente parceiros comerciais como o Brasil

Quem ganha

A crise pode colocar de volta ao poder os peronistas, liderados por Alberto Fernandez

Quem perde

A população e os empresários que vivem mais uma grave crise econômica

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