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Economia chinesa desacelera e agro brasileiro deve colher maus frutos

Neste terceiro trimestre a economia da China enfrenta uma desaceleração, refletindo a crise energética que passa, levado várias empresas a adotar racionamento e paralisar suas fábricas. O produto interno bruto (PIB) cresceu 4,9% na comparação com igual período de 2020, abaixo dos 5,2% previstos pelos analistas, conforme informou a Reuters, derrubando as bolsas globais nesta segunda-feira (18). No geral de 2021, a economia segue em expansão, atingindo 7,9% entre abril e junho.

Este é o resultado mais fraco desde o terceiro trimestre de 2020, quando o país tentava se recuperar dos efeitos da pandemia. O resultado deve afetar o Brasil, já que o mercado chinês é principal destino dos produtos exportados brasileiros, em especial carnes e grãos. A China poderá diminuir suas compras de soja, por exemplo, no curto e médio prazo, para se reestabelecer. Com a diminuição das atividades fabris, as moedoras de soja podem diminuir a capacidade de processamento da oleaginosa enviada pelo Brasil.

A agenda da sustentabilidade também cobra seu preço, já que Pequim decidiu pela redução da produção de energia à base de carvão por questões ambientais. Positivo por um lado, complicado do ponto de vista econômico neste momento crítico. O porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), Fu Linghu, disse que a recuperação econômica local é instável e desigual. Além disso, há o setor da construção civil, que há anos impulsiona a economia, mas agora está em crise. Em setembro, as novas construções despencaram 13,5% na comparação com igual mês de 2020. Foi a sexta queda consecutiva. O caso da Evergrande, segundo o jornal O Globo, não é o único. Há outras empresas do setor que não conseguem entregar seus projetos e podem provocar novos calotes, sendo necessário que o governo aporte recursos para os resgates.

A fim de não criar um ambiente artificial, uma das saídas pode ser repassar o controle dessas empresas para os bancos regionais, onde a maioria dos empréstimos são captados. Esse movimento, ainda que determinado de cima, pode ser um fator de desconcentração, permitindo que novas empresas assumam as obras paradas com uma lucratividade menor, mas com salvaguardas por garantirem empregos.

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