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Dificuldade de acesso ao crédito mantém incerteza da economia em patamar elevado, diz FGV

Da redação
15 de junho de 2020

A prévia do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), divulgado nesta segunda-feira (15) pela Fundação Getulio Vargas, sinaliza uma queda de 3,1 pontos em junho, para 187,2 pontos. Apesar do segundo recuo seguido, o indicador devolveria apenas 24% do salto de 95,4 pontos observado no bimestre março-abril – início da crise do novo coronavírus. Para Anna Carolina Gouveia, economista da FGV IBRE, a tímida queda de junho sugere uma estabilização dos níveis de incerteza em patamar próximo aos 190 pontos, cerca de 50 pontos acima do recorde anterior à crise atual, que era de 136,8 pontos, em setembro de 2015. “Além das dúvidas relacionadas à evolução da pandemia e das medidas de isolamento social no Brasil, fatores econômicos, como as dificuldades de acesso ao crédito pelas empresas, e políticos têm contribuído para a manutenção de níveis elevados de incerteza”, comentou. Segundo a FGV, o componente de Mídia cairia 5,2 pontos na apuração preliminar, para 165,9 pontos, após recuar 24,2 pontos no mês anterior. Já o componente de Expectativa, subiria em 6,4 pontos, para 236,5 pontos, o segundo maior nível da série, ficando abaixo apenas do nível de outubro de 2002, quando chegou a 257,5 pontos. “O componente de Expectativa vem subindo desde o início da crise, confirmando a enorme dificuldade de se fazer previsões econômicas em 2020”, completou Anna Carolina.

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