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Crescimento da variante já ameaça companhia aéreas

Menos agressiva que a delta, porém mais infecciosa, a variante ômicron do coronavírus é o novo desafio pandêmico. A Prefeitura de São Paulo apontou na quinta-feira (6) que os casos leves já podem somar o dobro do registrado no recorde da pandemia, em abril de 2021. A conclusão ainda é uma estimativa, devido ao apagão de dados do Ministério da Saúde, que sofreu um ataque hacker em dezembro de 2021.

Anac monitora as operações preocupada com aeroviários contaminados

A variante já ameaça o setor aéreo, duramente atingido desde o início da crise. Com a velocidade que a variante age, além dos passageiros, funcionários cada vez mais testam positivo para a doença. A Gol, a terceira maior companhia aérea do Brasil, emitiu um alerta (abaixo) para possíveis impactos em voos da empresa. Além do coronavírus, há agora temores com o vírus H3N2 da influenza e a flurona (quando um mesmo paciente contrai as duas doenças simultaneamente). Na quarta (6), a Azul informou que os seus voos já estavam sendo impactados em razão de tripulantes adoecidos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que está monitorando a operação das empresas aéreas. Também disse que vai atuar para minimizar o impacto aos voos.

A variante já provocou o cancelamento dos blocos de carnaval rua em todo o país, trouxe um novo alerta à situação dos leitos nos hospitais e ameaça a retomada econômica. Um pequeno exemplo disso foi a decisão da Prefeitura de Amparo, interior de São Paulo. A gestão decretou o fechamento de bares e restaurantes a partir das 22h para tentar conter o avanço da doença. Com 72 mil habitantes, a cidade enfrenta a alta de mais de 1.100% nos casos da doença desde a semana anterior (194 confirmações). Os atendimentos médicos por sintomas gripais cresceram, de 347 para 500 desde 3 de janeiro, alta de 44%. Nesta sexta-feira (7), 933 pessoas estão isoladas em casa, variação de 226% em relação a 9 dias atrás. De acordo com o portal UOL, Amparo é o primeiro município a tomar uma decisão desse nível em todo o estado de São Paulo m 2022. O decreto entrou em vigor a partir desta sexta-feira (7). Fora de São Paulo, a cidade de Aparecida de Goiânia, em Goiás, registrou a primeira morte pela ômicron nesta semana – um homem de 68 anos, hipertenso e portador de doença pulmonar obstrutiva crônica. Ele estava internado em um hospital local.

Nesta terça (4), foram 566 novas internações. Embora o número seja menor que nos dos piores momentos da calamidade, é semelhante ao verificado em setembro de 2021. Na quinta-feira (6), foram 128 mortes e 35.826 novos casos. Os dados são referentes às últimas 24 horas e foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Vale destacar que o país soma mais de 619 mil mortes e mais de 22 milhões de infecções.

Nos EUA

Nos EUA, o período de isolamento caiu para 5 dias

A variante também se tornou um problema nos Estados Unidos. Em 4 de janeiro, o mundo contabilizou 2,59 milhões de casos positivos em 24 horas, um recorde para um único dia – 1 milhão só nos EUA. Vale destacar que país é o mais atingido pela pandemia no mundo, com mais de 57 milhões de casos confirmados no acumulados desde o início da calamidade e mais 830 mil óbitos.

Por lá, pilotos, comissários e equipes de apoio de companhias aéreas têm resistido em fazer horas extras. Segundo os sindicatos do setor, os funcionários temem lidar com passageiros que não cumpram as medidas sanitárias. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) disse que há uma quantidade crescente diagnósticos positivos para covid-19 no setor, mas não divulgou os dados ainda.

Apesar da alta taxa de vacinação nos EUA (primeira dose 74,4%, segunda em 62,3% e reforço em 21,9%) e visível redução das mortes, essa quarta onda de infecções se mostra um entrave ao retorno pleno das forças de trabalho. Além disso, há aqueles que são afastados por diagnóstico positivo, que prejudica ainda mais a retomada e as empresas. Para esse último, é sugerido por especialistas que as empresas invistam em reserva técnica de mão de obra para não ficarem desguarnecidos diante das incertezas da pandemia. Seria uma estratégia viável, se a autoridades sanitárias americanas de muitos estados, como o de Nova York, não tivessem reduzido o tempo de isolamento de 14 para 5 dias, sem a necessidade de exames ao término.

Nota da Gol

“A Gol Linhas Aéreas está atenta ao aumento de casos de Covid e influenza que está sendo registrado em todo o Brasil. Aumentamos o alerta para nossas equipes que atuam nos aeroportos e em nossos voos para redobrarem os cuidados. O uso de máscara é obrigatório em todas nossas operações.

Houve nos últimos dias um aumento dos casos positivos entre colaboradores, mas nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança.

A companhia tem tomado medidas internas, todas dentro das normas regulatórias, para garantir a operação dos próximos dias.

Em relação a clientes, os casos positivos reportados antes do embarque estão sendo tratados com três opções oferecidas aos passageiros: cancelamento com o reembolso do valor total; cancelamento, mas com o valor total deixado como crédito para futuras compras; ou remarcação sem custos adicionais.

Como desde o início da pandemia, a Gol acompanha as diretrizes das autoridades de Saúde e as atualizações realizadas por parte das autoridades da aviação. Neste momento, a companhia tem 100% dos seus Colaboradores vacinados e confia que somente com a população amplamente imunizada será possível superar mais este desafio que a pandemia apresenta”.

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