Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
Scroll to top

Top

Nenhum comentário

Cortar despesas obrigatórias ou mudar o teto de gastos? Eis o dilema de Bolsonaro

Cortar despesas obrigatórias ou mudar o teto de gastos? Eis o dilema de Bolsonaro

Diante de um quadro das contas públicas cada vez mais desafiador, o presidente Jair Bolsonaro acena para mudanças na regra do teto dos gastos. A mudança seria uma saída para driblar a falta de recursos que pode paralisar a máquina pública nos próximos anos.

A equipe econômica, por outro lado, vê a proposta com ressalvas. E com razão. Aumentar o limite de gastos é apenas um “jeitinho” para que o governo não descumpra a lei. O problema continua lá. E ele é bem conhecido: o colosso das despesas obrigatórias, que tomam pouco mais de 90% do orçamento federal.

Sem espaço para mexer nessas despesas, o governo corta as despesas discricionárias, como o cafezinho das repartições públicas, a luz dos quarteis — e os investimentos na economia. Em 2014, o governo federal investiu R$ 100 bilhões. Em 2020, a previsão gira em torno de R$ 20 bilhões — com viés de baixa.

O que o presidente precisa fazer é empenhar o seu esforço para mais uma reforma fundamental para o país: mexer no vespeiro das despesas obrigatórias. A reforma da Previdência, que está no Senado, é uma delas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que desvincula receitas e despesas do Orçamento. Se aprovada, a PEC dará autonomia e flexibilidade ao gestor, que terá mais flexibilidade para o corte de gastos.

Se o governo preferir a saída fácil, mexer na regra do teto dos gastos, em pouco tempo viveremos um desses dois cenários: aumento de impostos ou aumento da dívida pública. Mas não se surpreenda se ocorrer os dois. E o resultado será o fim da estabilidade macroeconômica de juros e inflação baixos.

Envie seu comentário