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Copom encerra ciclo de corte e mantém juros em 10,50%

Mesmo com críticas de Lula, comitê foi unânime em manter a Selic para segurar a inflação mais próxima do centro da meta, que é de 3%

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano, encerrando o ciclo de sete cortes sequenciais iniciados em agosto de 2023, quanto a taxa estava em 13,75%. A decisão era esperada pelos analistas financeiros em função da alta do dólar e do desempenho da economia brasileira, porém ecos políticos foram criados.

Na manhã de terça-feira (18), o presidente Lula fez críticas duras ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, alegando que a taxa era a única “coisa desajustada” na economia brasileira – um equívoco. Com a decisão unânime do Copom, ficou demonstrada a independência até dos integrantes indicados pelo atual governo, que acreditam que a manutenção dos juros no atual patamar é necessária para segurar a inflação e manter investimentos estrangeiros. Entre eles está Gabriel Galípolo, diretor de política monetária e mais sério candidato a assumir o BC ao término do mandato de Campos Neto, no final do ano. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisaria estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

A reunião anterior do Copom, em maio, indicava este caminho, ao cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. De agosto do ano passado até março deste ano, as reduções foram de 0,5 ponto a cada reunião.

Agora, a taxa está no menor nível desde entre fevereiro de 2022, quando ficou 9,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% por sete vezes seguidas, quando começou a ser reduzida.

Antes do início daquele ciclo de alta, a Selic estava em 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o BC tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o índice subiu para 0,46%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos puxaram o indicador após as enchentes no Rio Grande do Sul.

Com o resultado, a alta acumulada é de 3,93% em 12 meses, cada vez mais distante do centro da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo BC, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 3,5%. A estimativa, no entanto, foi divulgada antes da alta do dólar e das enchentes no Rio Grande do Sul. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.

(com Agência Brasil)

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