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BC projeta crescimento do PIB de 2022 para 2,9%

Da redação
15 de dezembro de 2022
Relatório indica que incertezas domésticas e no exterior permanecem elevadas, especialmente para o ano que vem

O Banco Central do Brasil (BC) elevou sua projeção de crescimento do PIB em 2022 de 2,7% para 2,9% e manteve a estimativa de 1% para 2023, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (15) pela autoridade monetária.

Segundo o BC, a mudança na projeção para este ano foi bastante influenciada pela revisão da série histórica do PIB, que resultou em elevação do resultado interanual do primeiro semestre do ano.

Já a manutenção da estimativa para o ano que vem refletiu o cenário prospectivo de desaceleração da atividade econômica. “Incertezas domésticas e no exterior permanecem elevadas, de forma que as projeções de crescimento para o Brasil, especialmente para 2023, são mais incertas que o usual”, diz o relatório.

Para a inflação, o BC elevou suas projeções para 2022, 2023 e 2024, mantendo a estimativa feita em setembro para o ano de 2025. A projeção para este ano passou de 5,8% para 6%, a do ano que vem foi de 4,6% para 5% e a de 2024 avançou de 2,8% para 3%. Para 2025, estão previstos os mesmos 2,8% do Relatório anterior.

Entre os fatores que influenciaram as revisões, o BC listou a surpresa inflacionária e a revisão de projeções do curto prazo, a estimativa de hiato do produto mais fechado, a queda no preço de commodities, especialmente petróleo, a trajetória mais elevada da taxa Selic da pesquisa Focus, e o comportamento de incerteza econômica, medida pelo Índice de Incerteza em valores superiores aos considerados nas projeções.

O BC afirma que a economia global continua enfrentando um cenário adverso, com a política de covid-zero na China, as consequência da guerra na Ucrânia, o aperto generalizado da política monetária, e a persistência, embora em menor grau, de disrupções nas cadeias produtivas se mantendo como fatores de incerteza e risco importantes no cenário internacional.

“Adiciona‑se a estes fatores uma maior sensibilidade dos mercados financeiros aos fundamentos e perspectivas fiscais, inclusive em países avançados. Este desenvolvimento pode ser exemplificado pelos acontecimentos ao longo de outubro no Reino Unido, onde um pacote de corte de impostos e aumento de gastos proposto levou à forte volatilidade nos ativos soberanos, com impactos inclusive no balanço de fundos de pensão”, comenta o texto.

O que MONEY REPORT publicou

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