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Instabilidade fiscal crava prejuízo de quase 8% no semestre

O Ibovespa fechou em baixa de 0,32% nesta sexta-feira (28), aos 123.906 pontos. Na semana, os ganhos são de 2,11%. No mês, alta de 1,48%. No semestre, o prejuízo acumulado é de 7,66%. O dólar subiu 1,46%, cotado a R$ 5,58 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 2,71%. No mês, 6,46%. No semestre, 15,77%. As instabilidades políticas ditaram o ritmo do índice nacional, que foi pressionado pelas projeções inalcançadas pelo governo. No acumuladoda semana, as reduções dos juros nos Estados Unidos não fizeram parte das expectativas dos investidores, a economia da China tampouco decolou, as taxas pararam de cair mais cedo por aqui e a percepção sobre o risco fiscal piorou. Para complicar ainda mais, o embate entre presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Banco Central, Executivo e Legislativo também não fizeram nenhum favor aos mais otimistas do mercado. Resultado disso foi a saída de grande parte dos investidores estrangeiros, além dos saques que estão acontecendo nos fundos. Ao interpretar que o compromisso fiscal do Brasil está abalado, os juros sobem, porque a precepção de calote cresce. A ponta mais longa da curva de juros foi a que mais subiu no semestre, com contratos ficando com prêmios 20% acima daqueles vistos no início do ano. Ainda por aqui, o BC divulgou dados sobre as contas públicas. A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio, enquanto o setor público consolidado apresentou déficit primário maior que a expectativa. Além disso, a taxa de desemprego  no Brasil caiu mais do que o esperado no trimestre até maio, chegando ao patamar mais baixo para o período em 10 anos, com o menor volume de pessoas que buscavam uma ocupação desde 2015 e novo aumento da renda.

As maiores altas foram da Gol (8%) e BRF (2,9%). As baixas, Azul (-6,15%) e Embraer (-5,42%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: Ambev (-0,35%), Cogna (-4,26%), Hapvida (-2,3%), preferenciais da Bradesco (-0,32%) e preferenciais do Itaú Unibanco (-0,02%). O volume negociado foi de R$ 16,05 bilhões.

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