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Fundos de pensão miram diversificação internacional e investimentos em ESG

As incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus mexeram nos planos de alocação, composição de portfólios e tendências de investimentos para os ativos dos Fundos de Pensão brasileiros. Uma pesquisa da consultoria global Mercer, realizada com 53 Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e que somam 219 planos e detêm R$ 275 bilhões em custódia, concluiu que parcela importante das entidades caminha para manter ou começar a aplicar parte do dinheiro em ativos no exterior, buscando diversificação internacional em resposta a um ambiente de menores retornos no mercado local e de melhores produtos e estratégias fora do país.

Sobre as estratégias de investimentos que vêm sendo realizadas ou programadas para 2021, as entidades pretendem variar seu portfólio com exposições em ações, renda fixa, hedge funds, private equity e imóveis. Os grandes fundos (com patrimônio acima de R$ 2 bilhões) também pretendem aumentar sua exposição estrangeira, sendo que 88% dos consultados com esse perfil afirmaram que pretendem incrementar em 73% sua alocação em 2021.

“Esses dados refletem amadurecimento dos gestores com relação à necessidade de diversificação do portfólio e à percepção de que fica cada vez mais claro para o mercado o retorno trazido pela prática. Manter parte do portfólio em ativos no exterior possibilita não só acessar estratégias e setores que não temos no mercado doméstico, como também protege a carteira em situações de risco com exposição à moeda forte e ativos mais resilientes na renda variável”, observou Maurício Martinelli, líder de Investimentos da Mercer Brasil.

Os resultados da sondagem ainda indicam o aumento do foco em sustentabilidade, governança e outros temas ligados ao ESG (em português, ASG – Análise ambiental, social e de governança) por parte dos investidores. O levantamento mostrou que 64% dos maiores fundos consultados indicaram que possuem uma política para investimento responsável, sendo que 41% apontaram que pretendem melhorá-la.

“O ESG é uma tendência e a adequação dos portfólios de investimentos é importante, necessária e irá exigir, de todos os atores de mercado, uma postura ativa para capturar as melhores oportunidades e gerenciar os riscos envolvidos. Mas é preciso ter em mente que esse não é um tema que se endereça em um ou dois anos, mas sim ao longo de uma década, pelo menos”, completou Martinelli.

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