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Surto de limpeza

Da redação
16 de maio de 2026
Mensagem que circula nas redes sociais atribuía à empresa um suposto aumento de 300% nas vendas após suspensão de produtos; companhia não publicou comunicado e segue em gestão de crise

Um suposto comunicado da Ypê celebrando um “recorde histórico de vendas” após sanções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é falso, segundo verificações publicadas por plataformas de checagem.

A mensagem começou a circular nas redes sociais após a decisão da Anvisa, anunciada em 7 de maio, de suspender a fabricação e comercialização de determinados lotes de produtos da marca. A medida ocorreu após inspeções sanitárias realizadas em uma unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo.

O texto viral afirmava que a companhia teria registrado crescimento de 300% nas vendas em apenas dois dias após a decisão do órgão regulador e atribuía o resultado ao apoio de grupos políticos. No entanto, não há qualquer registro do comunicado nos canais oficiais da empresa.

De acordo com as checagens, o conteúdo apresenta características típicas de desinformação, como erros de ortografia, ausência de elementos visuais oficiais atualizados e linguagem considerada incompatível com comunicações corporativas. As análises também apontam indícios de produção do material com uso de ferramentas de inteligência artificial.

Em seus perfis oficiais, a Ypê publicou apenas notas de esclarecimento sobre a decisão da Anvisa e orientações aos consumidores. A companhia informou que a restrição atingia produtos com final de lote número 1 e também pediu desculpas a clientes que enfrentaram dificuldades no processo de troca.

A empresa não mencionou recordes comerciais nem celebrou aumento de vendas em nenhum dos comunicados divulgados desde o início da crise sanitária.

O caso também alimentou outras narrativas falsas nas redes sociais, incluindo alegações de que a suspensão dos produtos teria motivação política ligada ao governo federal e a supostas doações eleitorais. As versões foram desmentidas por plataformas de checagem, que reforçaram que a medida da Anvisa teve caráter técnico e sanitário.

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