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Ajuste fiscal é inevitável no cenário eleitoral brasileiro

Da redação
3 de julho de 2026
Bank of America prevê aperto nas contas públicas independentemente do resultado das urnas

O chefe de Economia no Brasil e Estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), David Beker, afirmou que investidores estrangeiros não demonstram preocupação com uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, segundo informações do Estadão, o mercado já está operando a corrida eleitoral sem grandes sobressaltos, em parte porque “o estrangeiro conhece o Lula”.

Beker destacou que, independentemente do resultado das urnas, há uma percepção clara de que o Brasil precisará realizar ajustes fiscais. A questão, segundo ele, não é se haverá ajuste, mas qual será a sua magnitude. Entre as medidas possíveis estão a revisão de benefícios fiscais, a discussão sobre programas sociais e até a eliminação do piso de gastos em saúde e educação.

O economista ressaltou que o problema fiscal brasileiro é estrutural e se agrava com o tempo, tornando inevitável algum tipo de correção. Ele também observou que a preocupação dos investidores internacionais com as contas públicas do país foi relativizada diante das dificuldades fiscais enfrentadas por outras economias, o que reduziu a pressão sobre o Brasil.

Com essa perspectiva de aperto nas contas, o BofA revisou para baixo sua projeção de crescimento do PIB em 2025, de 2% para 1,3%. Para 2028, a expectativa é de continuidade da desaceleração, com expansão de apenas 1%.

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