Companhia poderá atuar em logística integrada, serviços postais eletrônicos, serviços financeiros e serviço móvel pessoal por rede virtual
Portaria publicada nesta quinta-feira (14) pelo Ministério das Comunicações amplia as possibilidades de atuação dos Correios, que passam por reestruturação financeira. A estatal poderá atuar em logística integrada, serviços postais eletrônicos, serviços financeiros e serviço móvel pessoal por rede virtual (MVNO).
Na logística integrada, os Correios poderão operar armazenagem, gestão de estoques, transporte de cargas, centros de distribuição, logística reversa, importação e exportação, gestão da cadeia de suprimentos, coordenação de operadores terceirizados e plataformas digitais de integração logística.
Nos serviços postais eletrônicos, a estatal poderá oferecer digitalização e armazenamento de documentos, certificação digital, assinatura eletrônica, caixa postal digital, gestão documental e intermediação de comércio eletrônico.
Na área financeira, os Correios poderão vender seguros, títulos de capitalização e outros produtos regulados pelo Sistema Financeiro Nacional, em canais físicos e digitais, por meio de parcerias autorizadas.
A portaria também autoriza parceria comercial para exploração de serviço móvel pessoal via rede virtual, utilizando infraestrutura de operadoras já existentes, conforme regras da Anatel.
A implementação dos novos serviços dependerá de estudos de viabilidade econômico-financeira, com exigência de retorno sobre investimentos e sustentabilidade da empresa.
Outro trecho autoriza os Correios a criar subsidiárias, adquirir participação em empresas e firmar contratos e parcerias com entes públicos e privados. A estatal também poderá desenvolver soluções econômicas a partir de bases de dados geradas por suas operações, respeitando a legislação de proteção de dados, o sigilo postal e o sigilo empresarial.
Os Correios executam um plano de reestruturação diante do aumento dos prejuízos e da queda do mercado de correspondências. A estratégia inclui redução de custos, fechamento de agências deficitárias, programas de desligamento voluntário, venda de ativos imobiliários e busca por novas receitas.
A estatal fechou 2025 com prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, marcando o quarto ano seguido de resultado negativo, após lucros de R$ 1,5 bilhão em 2020 e de R$ 3,7 bilhões em 2021.
