O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou a conclusão de um acordo com credores que reduz sua dívida de R$ 4,6 bilhões em mais da metade. A renegociação, parte do processo de recuperação extrajudicial iniciado em março, contou com a adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo exigido por lei. O plano prevê alongamento dos prazos, conversão de dívidas em ações e descontos significativos, além de dois anos de carência para pagamentos.
Com a operação, a dívida sujeita ao processo cai para cerca de R$ 2,1 bilhões, com mais de 70% dos desembolsos concentrados a partir de 2031. Isso garante alívio imediato de caixa, reduzindo em aproximadamente R$ 4,5 bilhões os desembolsos previstos para os próximos dois anos.
Entre as medidas, estão a emissão de R$ 2,6 bilhões em novos instrumentos, incluindo R$ 1,5 bilhão em debêntures com vencimento entre 2028 e 2031 e R$ 1,1 bilhão em títulos conversíveis em ações. Para reforçar a liquidez, o GPA também busca levantar até R$ 200 milhões adicionais.
Segundo comunicado, o plano proporciona uma solução estruturada para os desafios financeiros, endereçando tanto a liquidez de curto prazo quanto a sustentabilidade de longo prazo. A companhia destacou que suas operações seguem saudáveis e que fornecedores, clientes e parceiros não estão sujeitos ao processo de recuperação, mantendo o funcionamento normal das lojas.
