Mineradora reverte prejuízo do fim de 2025, com Ebitda e fluxo de caixa crescentes, impulsionados por maior produção e cenário mais favorável de minério de ferro e metais básicos
A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,893 bilhão, aumento de 36% em relação a igual período de 2025, quando o lucro ficou em US$ 1,394 bilhão. Segundo o balanço divulgado nesta terça‑feira (28), o resultado foi puxado pelo crescimento do Ebitda proforma (US$ 1,89 bilhão) e pela ausência de efeitos tributários não recorrentes de US$ 135 milhões ligados ao desinvestimento de ativos de energia nos três primeiros meses do ano passado.
A companhia também reverteu o prejuízo de US$ 3,8 bilhões registrado no quarto trimestre de 2025, mesmo com recuo sazonal na produção na comparação trimestral. O Ebitda proforma atingiu US$ 3,89 bilhões, com margem de 42%, 2 pontos percentuais acima do registrado um ano antes, enquanto a receita líquida de vendas subiu 14% na base anual, para US$ 9,25 bilhões.
Na área de minério de ferro de base (VBM), a Vale destaca recordes de produção em múltiplos ativos, com aumento de volumes e redução de custos, em um cenário de preço médio de finos de 95,8 dólares por tonelada, praticamente estável frente ao trimestre anterior. O custo caixa C1, excluindo compras de terceiros, ficou em 23,6 dólares por tonelada, 12% acima do ano anterior, impactado pela apreciação do real frente ao dólar.
A divisão de metais básicos teve papel central na melhora dos resultados, com Ebitda proforma da Vale Base Metals (VBM) saltando 116% até 1,2 bilhão de dólares, puxada por cobre e níquel. O cobre registrou ganhos de escala, com custos “all‑in” caindo 1,854 dólar por tonelada, enquanto o níquel viu custos recuarem 48% no ano, graças a maior receita de subprodutos e menor custo variável por unidade.
O fluxo de caixa livre avançou US$ 309 milhões na comparação anual, para US$ 813 milhões, com capex de US$ 1,1 bilhão, alinhado à orientação anual de US$ 5,4 a US$ 5,7 bilhões para 2026. A dívida líquida expandida subiu US$ 2,2 bilhões no trimestre, chegando a US$ 17,8 bilhões, refletindo pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio, mas a empresa mantém discurso de disciplina financeira e foco em eficiência de custos e segurança, incluindo a descaracterização de barragens.
