Banqueiro prestou depoimento durante três horas no STF
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, disse em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (30) que foi pego de surpresa pela liquidação da instituição bancária pelo Banco Central já que ele havia apresentado no dia anterior uma proposta de venda para investidores dos Emirados Árabes.
O banqueiro prestou depoimento durante três horas para a delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo, que havia sido responsável por pedir a prisão. No início da audiência ela discutiu com Carlos Vieira Von Adamek, juiz auxiliar do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que queria que fossem feitos depoimentos antes da acareação. Ele teve que ligar para o ministro para confirmar a decisão.
Em seguida, Carlos enviou algumas perguntas para a delegada, que elevou o tom e disse que a PF que é responsável por conduzir o depoimento. O juiz então ligou novamente para o ministro que informou que as perguntas tinham sido feitas por ele, o que foi permitido, sem nenhuma interferência.
Durante o depoimento, Vorcaro negou ter cometido irregularidades e criticou a atuação do BC, que impediu uma solução do mercado para suprir as dificuldades da instituição. Ele também afirmou que fez um aporte de R$ 6 bilhões ao banco durante a crise de liquidez.
Vorcaro também afirmou que a venda de R$ 12,2 bilhões em falsas carteiras de crédito consignado ao Banco de Brasília (BRB) não deu prejuízo à instituição do governo do Distrito Federal porque o Master permitiu que fossem substituídas por outros ativos, com um deságio de 30%. A PF suspeita que o banqueiro informou dados falsos para enganar os órgãos de investigação.
Segundo Basília Rodrigues, do SBT News, a defesa do banqueiro apresentou um pedido a Toffoli para apurar o vazamento das perguntas que foram feitas ao banqueiro durante o depoimento. Advogados disseram que entregaram os celulares para proteção das informações.
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