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Risco fiscal derrete sessão

Da redação
3 de janeiro de 2023

O Ibovespa fechou em baixa de 2,08% nesta terça-feira (3), aos 104.165 pontos. O dólar subiu 1,72%, cotado a R$ 5,45 no encerramento. É o maior patamar da moeda norte-americana desde 22 de julho (R$ 5,49). Pelo segundo dia seguido, o índice nacional perdeu forças com o campo fiscal como principal foco dos mercados. Investidores não digeriram declarações de integrantes do novo governo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o indicado para a presidência da Petrobras, Jean Paul Prates, mesmo após a medida provisória que prorrogou a desoneração de combustíveis. Ativos nacionais tiveram uma piora ainda maior após declarações do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Em sua cerimônia de posse, o pedetista defendeu que a reforma da previdência – chamada por ele de “antirreforma” – fosse discutida. O ministro pretende provar que a previdência não é deficitária. Neste cenário de instabilidade, os investidores aguardam anúncios oficiais da equipe econômica do governo petista sobre o plano de ação que contemple responsabilidade fiscal e sinalize os caminhos da reforma tributária.

As maiores altas foram da Qualicorp (7,79%) e Embraer (1,75%). As baixas, Méliuz (10,66%) e Locaweb (-6,54%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-2,36%), Vale (-0,20%), preferenciais do Bradesco (-4,71%), Petrobras (-0,96%) e preferenciais do Itaú Unibanco (-2,49%). O volume negociado foi de R$ 25,75 bilhões.

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