O Ibovespa fechou em alta de 0,78% nesta quarta-feira (14), aos 104.344 pontos. O dólar caiu 0,27%, cotado a R$ 5,30 no encerramento. Depois de afundar 1,84% na sessão, a aversão ao risco deu lugar ao apetite com um discurso mais pacífico do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O petista afirmou que seu partido aprendeu com os erros, que não serão repetidos. Homem de confiança do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele citou os casos de corrupção na Petrobras. E, embora a Lei das Estatais caminhe para ser relaxada, após a aprovação relâmpago na Câmara, Haddad defendeu atuação independente de órgãos de controle para evitar novos escândalos. Houve tempo para defender a reforma tributária e a celeridade para se criar um novo arcabouço fiscal, capaz de estabilizar a dívida pública ao longo dos anos após a licença para gastar da PEC da Transição. Haddad sinalizou cortes de gastos no curto prazo para ajudar a reduzir o nível de juros e defendeu a responsabilidade fiscal como base para políticas sociais. Ele também condenou políticas de congelamento de preços. Com o foco tão intenso na cena local, passou batida na a alta de meio ponto dos juros americanos, a 4,5% ao ano, maior nível desde 2007, abalando os mercados nos Estados Unidos.
As maiores altas foram da Cielo (6,26%) e SLC Agrícola (6,33%). As baixas, Petrobras (-9,8%) e preferenciais da Petrobras (-7,93%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-7,93%), Vale (0,85%), Petrobras (-9,8%), preferenciais do Itaú Unibanco (0,43%) e Banco do Brasil (-2,48%). O volume negociado foi de R$ 36,05 bilhões.
