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Pedidos de demissão foram recorde em agosto

Da redação
4 de outubro de 2022
Do total de 1,77 milhão de demissões no mercado formal, 632,8 mil foram voluntárias, ou seja, a pedido do trabalhador

Um levantamento feito pela LCA Consultores, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que contabiliza as vagas com carteira assinada no país, mostra que o mês de agosto marcou o recorde de pedidos de demissão em um único mês desde janeiro de 2020, início da série histórica com a metodologia atual de contagem de vagas.

Do total mais de 1,7 milhões de desligamentos registrados em agosto, 632.798 foram voluntários, ou seja, a pedido do trabalhador – o equivalente a 35,7% do total. O recorde até então era de março, com 603.136 pedidos de demissão, o equivalente a 33,2% do total naquele mês. Já na comparação com julho, o aumento no número de pedidos de demissão foi de 7,5%, e de 25,5% em relação a agosto de 2021.

No acumulado de 12 meses, também houve novo recorde no número de pedidos de demissão, com mais de 6,5 milhões de pedidos nos últimos 12 meses até agosto entre os trabalhadores com carteira assinada. O número equivale a 32,5% do total de desligamentos de trabalhadores no período (20,266 milhões).

Em relação a agosto de 2021 (4,7 milhões), houve aumento de 39% no número de demissões dentro do acumulado de 12 meses. Já na comparação com julho (6,467 milhões), o avanço é de 2%.

Nos estados

Em relação aos 26 estados e o Distrito Federal, só não houve recorde nos pedidos de demissões em agosto no Amapá, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São Paulo se manteve no topo dos estados com maior número de pedidos de demissão. Isso se deve ao fato de o estado ser o que mais emprega no país.

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