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Desemprego recua para 8,9% em agosto

Da redação
30 de setembro de 2022
Trata-se do menor patamar desde julho de 2015, quando a taxa ficou em 8,7%

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,9% no trimestre encerrado em agosto, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor patamar desde julho de 2015, quando a taxa ficou em 8,7%.

O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre móvel anterior (encerrado em maio, de 9,8%) e também abaixo do resultado de agosto de 2021 (13,1%). No período, o país tinha 9,7 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar.

A população desocupada caiu ao menor nível desde o trimestre terminado em dezembro de 2015, recuando 8,8% (menos 937 mil pessoas) no trimestre e 30,1% (menos 4,2 milhões) no ano.

Esta foi a sexta queda seguida da taxa de desemprego no país, que já mantinha uma trajetória de declínio desde março do ano passado. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o resultado de agosto consolida a tendência de recuperação do mercado de trabalho no Brasil.

Trabalhadores

Entre junho e agosto, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 99 milhões de pessoas, o maior já registrado na série da pesquisa, iniciada em 2012. Isso representa um avanço de 1,5% em relação ao trimestre móvel anterior (mais 1,5 milhão de pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre do ano anterior, subiu 7,9% (7,3 milhões de pessoas).

Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,7 milhões no trimestre até agosto de 2022, 0,5% a mais do que no trimestre imediatamente anterior (mais 560 mil pessoas), e 2,9% acima de igual período do ano anterior (mais 3,1 milhões de pessoas). O montante também é recorde para a série da pesquisa.

A renda média dos trabalhadores ficou em R$ 2.713 no período, uma variação de 3,1% frente ao trimestre anterior.

Mão de obra desperdiçada

O país tinha 23,9 milhões de trabalhadores subutilizados no trimestre encerrado em agosto de 2022, segundo a Pnad Contínua. Os dados mostram que houve queda de 5,8% (menos 1,5 milhão de subutilizados) frente ao trimestre móvel anterior e retração de 23,6% (menos 7,4 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2021.

O contingente de trabalhadores subutilizados, também chamada de “mão de obra desperdiçada”, compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar. O indicador é um bom termômetro do mercado de trabalho, por englobar a subocupação e a desistência da procura por trabalho.

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