Pressões inflacionárias, incertezas políticas e proteção do mercado latino americano de aço determinaram o desempenho da indústria
Nos primeiros seis meses de 2022, a produção de aço bruto, o aço fundido antes de ser trabalhado em produtos finais ou especiais, na América Latina ficou 2,3% abaixo do primeiro semestre de 2021 e 3,1% abaixo do segundo semestre deste mesmo ano. Países como Chile (-14,1%), Peru (-10,1%), Brasil (-2,8%) e México (-1,2%) e Colômbia (-0,6%) apresentaram reduções. Por outro lado, a Argentina registrou aumento de 4,1%. Pressões inflacionárias, incertezas políticas e proteção do mercado latino americano de aço são fatores que determinaram o desempenho da indústria no primeiro semestre de 2022.
Já a produção de aço laminado ficou 1,4% abaixo do primeiro semestre do ano interior e 0,4% abaixo do segundo semestre deste mesmo ano. As reduções aconteceram no Chile (-19,9%); Brasil (-9,2%); Argentina (-4,5%) e Colômbia (-2,3%). O Peru (+0,3%) registrou estabilidade e o México continua crescendo, tendo obtido 13,6% no primeiro semestre.
No Brasil, a queda na produção de aço laminado e bruto na construção é justificada devido à desaceleração da atividade devido ao aperto da política monetária, trazendo também impactos na alta dos custos de construção. Em termos de expectativas, espera-se que continue acompanhando o ritmo da inflação. Para a utilização do aço na indústria automotriz, se projeta uma expansão de aproximadamente 4%, no entanto, persistem os problemas de abastecimento com montadores desabastecidos por falta de partes e componentes elétricos.
Para a mecânica, com problemas de abastecimento de insumos, se espera que o boom da agricultura e minério auxiliem o setor. Já no uso doméstico, frente a uma leve melhora das projeções do PIB e da desaceleração da inflação, o consumo de eletrodomésticos não conseguirá reverter a tendência de baixa, em um contexto de queda no poder aquisitivo.
