Nas últimas duas semanas o aplicativo de mensagens WhatsApp desativou nove contas administradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Houve registro de envios automáticos em larga escala de sucessivas mensagens. O bloqueio ocorreu depois de denúncias de spams políticos, prática proibida pela plataforma. Quatro das contas petistas foram restabelecidas.
O assunto está no cerne das discussões da PL das Fake News. A presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o caso é mais amplo do que parece, já que o PT defende a nova lei, enquanto o WhatsApp discorda de alguns pontos.
O projeto das Fake News foi votado no Senado na semana passada com votos petistas. A lei pretende determinar que as redes sociais peçam documentos e telefone para quem quiser ter um conta e que os aplicativos de mensagem registrem todo o caminho percorrido, a fim de identificar os disseminadores de notícias falsas. O WhatsApp alega que a decisão coloca uma “tornozeleira eletrônica nos usuários”.
Em sua defesa, o PT afirma que usa listas para informar seus filiados da base. Para Hoffmann, a decisão do WhatsApp foi uma retaliação política. Ele também afirma que o Facebook, dono do aplicativo de mensagens, é pouco transparente. Porém, mais de uma vez Facebook e Instagram apagaram mensagens do presidente Bolsonaro que continham caráter ofensivo.
A briga está longe de terminar e pode parar na Justiça. Enquanto isso, aos poucos, o Partido dos Trabalhadores migra para o Telegram.
