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Vazamentos mostram que Deltan queria lucrar com Lava-Jato

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, montou um plano de negócios para lucrar com a fama obtida com o trabalho da “República de Curitiba”. O negócio consistia em eventos e palestras, segundo mensagens obtidas pelo site The Intercept e divulgadas pela Folha de S. Paulo. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, teria escrito Dallagnol numa conversa com um colega da Lava Jato. Procuradores são proibidos por lei de gerenciar empresas. Eles podem apenas ser sócios ou acionistas.

Uma das mensagens tinha o seguinte teor: “As palestras e aulas já tabeladas neste ano estão dando líquido 232k (R$ 232 mil). Ótimo… 23 aulas/palestras. Dá uma média de 10k [R$ 10 mil] limpo.”

O excesso de palestras de Dallagnol levou deputados a pedir abertura de procedimento disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público. O processo foi arquivado. O órgão aceitou a versão de que as palestras se enquadravam como atividade docente e ressaltou que os pagamentos eram destinados a instituições filantrópicas.


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