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Potências ocidentais pedem que Rússia explique ataque com agente nervoso contra ex-espião

Por Guy Faulconbridge e Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) – Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França se juntaram nesta quinta-feira para pedir à Rússia que explique um ataque tóxico de grau militar a um ex-espião russo na Inglaterra que, segundo eles, ameaça a segurança ocidental.

Após o primeiro uso conhecido em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial de um agente biológico que atua sobre o sistema nervoso, o Reino Unido culpou a Rússia e deu uma semana para que 23 russos –que disse serem espiões trabalhando sob cobertura diplomática na embaixada em Londres– deixem o país.

A Rússia negou qualquer envolvimento no envenenamento. O ministro do Exterior, Sergei Lavrov, acusou Londres de comportar-se de modo “grosseiro” e sugeriu que isso se devia parcialmente aos problemas que o Reino Unido enfrenta sobre sua saída planejada da União Europeia no próximo ano.

A Rússia rejeitou as demandas do Reino Unido para explicar como o Novichok, um agente tóxico desenvolvido primeiramente pelo exército soviético, foi usado para atingir Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade inglesa de Salisbury, no sul do país.

“Pedimos à Rússia que responda a todas as questões relacionadas com o ataque”, afirmam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, em seu comunicado conjunto.

“É um ataque à soberania do Reino Unido”, disseram os líderes. “Isso ameaça a segurança de todos nós.”

Embora o comunicado indique uma resposta mais coordenada dos aliados mais próximos do Reino Unido, ele não contém qualquer detalhe sobre medidas específicas que o Ocidente tomaria se a Rússia não atender às demandas.

Os líderes ocidentais disseram que o uso da toxina Novichok é uma violação clara da Convenção sobre Armas Químicas e do direito internacional.

Eles exortaram a Rússia a fornecer as informações completas do programa Novichok à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) em Haia.

A Rússia diz que não sabe nada sobre o envenenamento e repetidamente pediu ao Reino Unido que forneça uma amostra do agente nervoso que foi usado contra Skripal.

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