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“Uma vacina é uma esperança melhor”, diz pesquisador

Para Derek Lowe, um dos mais renomados químicos da área médica do mundo, a descoberta de uma cura para a covid-19 não deve se dar pelo emprego de algum novo medicamento, mas pelo desenvolvimento de uma vacina eficaz. Para os leigos, pode parecer que não há grande diferença, pois o que importa agora é a cura. Para pesquisadores, indústria farmacêutica e governos, toda a estratégia para lidar com a pandemia mudaria, exigindo campanhas transnacionais e intensa colaboração. “A vacina é uma esperança muito melhor. Tenho esperança de que possamos desenvolver uma, embora isso exija uma quantidade enorme de dinheiro e esforço”, afirmou.

Lowe é pesquisador, escritor, divulgador científico ligado à revista Science e blogueiro que mantém estreita colaboração com o setor farmacêutico – que também o utiliza como porta-voz extraoficial. Nos últimos 30 anos, atuou para Novartis, Vertex, Bayer e Schering-Plough.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (20), Derek Lowe afirmou não depositar esperanças em substâncias como cloroquina e hidroxicloroquina, defendidas por Trump e Jair Bolsonaro, sem nenhuma base científica. Ele afirmou: “À medida que são realizados testes mais controlados, parece cada vez mais que esses medicamentos não são eficazes. Há mais testes para hidroxicloroquina, mas não estou otimista”.

Os coquetéis antivirais, como os empregados contra o HIV, ajudariam a aliviar os pacientes, mas não os curariam. Já um remédio definitivo demoraria para ser descoberto. Nem uma vacina surgiria de uma hora para a outra. O recorde de cinco anos foi para a imunização relativamente eficaz contra o ebola. No caso da covid-19, diz Lowe, lhe parece ser mais fácil encontrar uma vacina do que uma cura medicamentosa: Pode ser feito, mas tudo terá que funcionar direito —e por isso é bom que tantas vacinas esteja sendo testadas, porque definitivamente nem todas vão funcionar.”

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